Um resgate da memória de Elizeth Cardoso, uma das maiores intérpretes da música brasileira. Essa é a missão do espetáculo “Elizeth, a Divina” que chega aos palcos do Teatro das Artes em 9 de novembro para uma curta temporada até 2 de dezembro, com apresentações sextas, às 17h, sábados, às 21h, e domingos, às 19h30. Inspirado no livro biográfico da artista “Elizeth Cardoso, uma Vida”, escrito por Sergio Cabral, o espetáculo apresenta momentos marcantes da vida de Elizeth Cardoso, os grandes encontros, as paixões, os shows memoráveis e sua força poética por meio da música, do humor e da elegância, marcas registradas da personalidade da artista.

ELIZETH, A DIVIDA_foto de Claudia Ribeiro

Com direção de Sueli Guerra e supervisão geral de João Fonseca, a atriz Izabella Bicalho, que também é responsável pela dramaturgia, vive Elizeth Cardoso e os cantores-atores Cilene GuedesJefferson Almeida e Dennis Pinheiro se rezevam entre diversos personagens. Junto com os músicos Ciro Magnani (piano), David Nascimento (violão e contrabaixo) e André Vercelino(bateria e percussão), eles interpretam ao vivo canções memoráveis de compositores como Cartola, Lupicínio, Herivelto, Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. O cenário de Nello Marrese e o figurino de Reinaldo Elias trazem o glamour de que tanto Elizeth gostava e a atmosfera romântica de suas canções. A direção musical é de Tony Lucchesi e a produção é da Tema Eventos Culturais.

A cena se passa no camarim do Teatro João Caetano, enquanto Elizeth dialoga com seus amigos Hermínio Bello de Carvalho, Eneida de Moraes – importante jornalista e grande amiga de Elizeth – e Jacob do Bandolim. Uma chuva torrencial inunda o Rio de Janeiro e todos estão apreensivos com a possibilidade de cancelamento do show. Memórias vêm à tona e, por meio deste clima íntimo, momentos da vida da cantora, desconhecidos do grande público, vão sendo revelados.

“Elizeth foi uma grande mulher à frente do seu tempo. Uma guerreira do amor, uma mulher empoderada quando ainda nem sonhávamos em falar disso. Mergulhar no seu universo é penetrar no melhor da música brasileira. Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e muitos outros compositores dedicaram suas composições à cantora. Uma mulher que por mais de quatro décadas se manteve em sintonia com os movimentos artísticos, se atualizando sempre e se reinventando como artista!”, exalta Izabella Bicalho que por quatro anos pesquisou acervo da cantora e recolheu depoimentos de amigos próximos, como Hermínio Bello de Carvalho, e do neto Paulo César, que conviveu intensamente com a cantora – da infância até os 15 anos, quando em seus braços Elizeth deu o último suspiro.

SERVIÇO

 “ELIZETH, A DIVINA”

Local: Teatro das Artes – Shopping da Gávea: Rua Marquês de São Vicente 52. Tel.: (21) 2540-6004

Temporada: de 9 de novembro a 02 de dezembro

Apresentações: sexta às 17h, sábado às 21h e domingo às 19h30.

Ingressos: R$ 70 (sexta e domingo) e R$ 80 (sábado).

Gênero: teatro musical. Duração: 100 min. Lotação: 421 lugares. Classificação indicativa: livre

 FICHA TÉCNICA

 Texto: Izabella Bicalho

Supervisão geral: Joao Fonseca

Direção: Sueli Guerra

Direção musical: Tony Lucchesi (premiado em 2018 pelo musical “Bibi, uma vida em musical”)

Elenco: Izabella Bicalho, Cilene Guedes, Jefferson Almeida e Dennis Pinheiro

Músicos: Ciro Magnani (piano), David Nascimento (violão e contrabaixo) e André Vercelino (bateria e percussão)

Cenário: Nello Marrese

Figurinos: Reinaldo Elias

Produção: Tema Eventos Culturais

REPERTÓRIO MUSICAL DO ESPETÁCULO (em ordem alfabética)

Apelo (Vinicius de Moraes e Baden Powell)

As Praias Desertas (Tom Jobim)

Barracão de Zinco (Luiz Antonio e Oldemar Magalhães)

Camarim (Cartola e Hermínio Bello de Carvalho)

Canção da Volta (Antonio Maria e Ismael Neto)

Canção de Amor (Elano de Paula e Chocolate)

Chega de saudade (Vinicius de Moraes e Tom Jobim)

Carinhoso (Pixinguinha)

Chão de Estrelas (Orestes Barbosa e Silvio Caldas)

É Luxo Só (Ary Barroso)

Feitiço da Vila (Noel Rosa)

Isso Aqui É o Que É (Ary Barroso)

Jamais (Jacob do Bandolim)

Leva Meu Samba (Ataulfo Alves)

Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria)

Meiga Presença (Otavio de Moraes e Paulo Valdez)

Mulata Assanhada (Ataulfo Alves)

Naquela Mesa (Sergio Bittencourt)

Nossos Momentos (Luiz Reis e Haroldo Barbosa)

Olhos Verdes (Vicente Paiva)

Serenata do Adeus (Vinicius de Moraes)

Todo Sentimento (Chico Buarque e Cristovão Bastos)

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